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10 características da lição de casa ideal


10 características da lição de casa ideal
Tarefas de casa
Olá amigos e amigas, hoje trago para vocês dez características da lição de casa ideal. Se você acompanha a lição de casa do seu filho regularmente, parabéns! Está adotando uma das posturas mais estimuladas pelos especialistas para valorizar e contribuir com o aprendizado dele. Mas você já parou para analisar se tarefa que está sendo solicitada é bacana? 
“Quando se fala em dever de casa, toda atenção é voltada para o aluno, se ele o faz, se responde de forma completa, etc. No entanto, a maior responsabilidade é do professor, pois parte dele o pedido”, ressalta Rose Mary Guimarães Rodrigues, docente do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo). 
Não se trata aqui de verificar o conteúdo proposto ou o nível do exercício passado, mas de ficar atento aos pontos que toda lição de casa, independente da disciplina, série ou metodologia, deve ter para cumprir seu papel. 
“Para ser efetiva, a tarefa de casa deveria ajudar a desenvolver a autonomia e promover o gosto pela descoberta, pelo conhecimento”, afirma a educadora e psicopedagoga Heloisa Padilha.
O que ocorre, no entanto, é que muitas vezes a criança leva para casa uma extensa lista de exercícios sem, ao menos, entender qual é o objetivo deles. A lição torna-se então um dever sofrido e sem sentido. “Já vi professores pedirem como tarefa que os alunos escrevessem de mil a mil e quinhentos em letra cursiva. Imagine o quão terrível é isso para a criança”, exemplifica Fátima Regina Pires de Assis, professora de graduação e pós-graduação do curso de Psicologia da PUC-SP.
Será que a criança entendeu o que tem de fazer? O momento em que a lição é passada, deveria em tese, não ser tumultuado. “Muitas vezes, a lição de casa é passada nos instantes finais da aula, a explicação é dada com o sinal anunciando o término da aula ou com a turma já na expectativa de ir embora, o que prejudica a orientação e até o entendimento”, comenta a psicóloga Danila Coser.
Vale a pena aprender a reconhecer uma boa lição de casa. E caso as tarefas de seu filho estejam muito longe do recomendado, o melhor é conversar com professores e coordenadores, sempre com calma e respeito, para entender o porquê.

Veja as características de uma lição de casa ideal, apontadas pelas educadoras mencionadas, que possuem pesquisas e trabalhos sobre o tema:

– Tem de combinar com a proposta de ensino:  Se a escola manda lição para casa, isto tem que fazer parte da sua estratégia de ensino. A escola pode até decidir que o dever de casa não faz parte do seu jeito de ensinar e não enviar. Mas é preciso que fique claro, para alunos e pais, o que a escola (e não um professor específico) pretende com a tarefa de casa.
– Não pode ser muita nem pouca… O ritmo e o formato das tarefas podem variar de acordo com a disciplina trabalhada, porém é preciso equilíbrio e planejamento entre os professores para evitar que muitas tarefas sejam solicitadas para a mesma data.
– Precisa de um  porquê: A lição precisa ser passada por um motivo, não só “porque tem de ter lição de casa” e o objetivo deve ficar claro para os alunos. Este é um ponto essencial. Por exemplo: a professora pede aos alunos um mapa da Europa atual quando estão estudando Feudalismo. O ideal é explicar que o objetivo é comparar a divisão do território nestes dois momentos diferentes da História e que fazer o desenho do mapa dará um melhor entendimento.
– Tem de ser motivadora: Quem se anima diante de uma lista enorme de frases desconexas para fazer análise sintática? A tarefa ideal gera interesse no tema abordado e é prazerosa de ser feita ou pela descoberta que proporciona ou pelo desafio que traz. Por exemplo, propor a análise de frases retiradas de um texto divertido ou de uma história em quadrinhos…
– Seu filho tem de conseguir resolvê-la: Nada mais frustrante do que ser cobrado de algo que não se tem condições de responder. A lição não pode passar a sensação de ser “difícil” ou “muito complicada” para o aluno. Se seu filho nem souber do que se trata ou não estiver acompanhando, não deixe de falar com o professor ou o orientador.
– Ela deve ser clara! Ou seja, qualquer pessoa que ler o exercício vai entender o que está sendo pedido.
– Deve ser bem orientada: O professor precisa explicar, em aula, como a tarefa deve ser feita, como ela deverá ser apresentada e em que prazo. Por isso é sempre bom lembrar seu filho de anotar tudo na agenda.
– Deve ter relação com o conteúdo dado em aula: O exercício deve ser algo que ajuda a revisar ou ampliar um assunto abordado em sala de aula ou, ainda, prepara o aluno para temas que serão trabalhados na aula seguinte.
– Deve ser diversificada: O professor deve explorar os diversos formatos de lição possíveis, como trabalhos em grupos, pesquisas individuais, produção de texto, exercícios de observação, entrevistas, leitura, etc.
Texto: Luciana Fleury


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