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MEC terá novo sistema de exames e passará a avaliar creche em 2019


MEC terá novo sistema de exames e passará a avaliar creche em 2019 – A avaliação será feita por meio de questionários que serão respondidos pelos professores e dirigentes das creches.

Serão avaliadas, por exemplo, questões de infraestrutura e formação dos professores.

MEC terá novo sistema de exames e passará a avaliar creche em 2019

A educação infantil será avaliada pela primeira vez no ano que vem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Atualmente, as avaliações nacionais são aplicadas apenas a partir do ensino fundamental. Ao contrário das outras etapas, as crianças das creches e pré-escolas não terão que fazer nenhuma prova. A avaliação será por meio de questionários aplicados a professores, dirigentes e equipe escolar.

Serão avaliadas, por exemplo, questões de infraestrutura e formação dos professores. As escolas serão bem ou mal avaliadas se ofertarem as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças. Entram no cálculo, entre outras questões, a oferta de brinquedos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28), pelo ministro da Educação, Rossieli Soares.

“Aumentamos o acesso e não conseguimos olhar para os fatores de qualidade de qual educação está sendo entregue nas creches e na educação infantil”, diz. O Brasil tem hoje segundo o Inep, cerca de 32% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches e 91,5% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em pré-escolas.

O ministro diz que a intenção é que os pais e responsáveis das crianças também possam fazer parte da avaliação. A expectativa é que isso ocorra a partir de 2021.

Além da avaliação da educação infantil, o Inep vai reformular o sistema de avaliação de toda a educação básica. Os diversos nomes das provas: Prova Brasil, Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), entre outras, deixarão de existir e todas as avaliações são identificadas como etapas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Ao todo, o sistema terá seis etapas de avaliação: creche, pré-escola, 2º ano do ensino fundamental, 5º ano do ensino fundamental, 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio.

Todas as avaliações, incluindo a da educação infantil serão feitas de dois em dois anos, sempre nos anos ímpares. Os resultados serão divulgados nos anos pares. As mudanças passam a valer em 2019.

Alfabetização antecipada

A ANA, aplicada no 3º ano do ensino fundamental deixará de existir. Agora os estudantes serão avaliados no 2º ano, geralmente com 7 anos, sobre o que aprenderam em língua portuguesa e matemática. A primeira prova será no ano que vem. A mudança ocorre para adequar a avaliação à Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental (BNCC), homologada pelo MEC no final do ano passado. A Base estabelece os conteúdos mínimos que deverão ser ensinados em todas as escolas do país.

Pela Base, as crianças, em todo o país, deverão ter acesso desde cedo a conteúdos de português e matemática. Até o 2º ano do ensino fundamental, os estudantes deverão ser capazes de ler e escrever. Além disso, aprenderão conteúdos de estatística e probabilidade.

“A BNCC puxou a alfabetização para o 2º ano e, agora com a avaliação desse ano teremos indicadores”, diz o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima. Os municípios são os principais responsáveis pela oferta de educação infantil e fundamental. Lima também elogiou a inclusão da educação infantil no sistema de avaliações e disse que essa é uma demanda antiga dos dirigentes e que vem sendo discutida há anos.

MEC terá novo sistema de exames e passará a avaliar creche em 2019
MEC terá novo sistema de exames

Com o anúncio da mudança, ANA não será aplicada este ano.

Ciências passarão a ser avaliadas  

As avaliações do 5º e do 9º ano, antiga Prova Brasil, continuarão sendo aplicadas. Elas avaliarão as habilidades dos estudantes em língua portuguesa e matemática. Haverá, no entanto, uma novidade: a prova do 9º ano passará a avaliar a partir de 2019 ciências da natureza e ciências humanas.

A mudança aproxima a avaliação brasileira de avaliações internacionais como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aos estudantes de 15 anos de diversos países. Em 2015, na última avaliação, o Brasil ficou em 63ª posição em ciências, em um ranking com 70 países ou regiões.

Apesar de serem avaliadas em ciências, a competência não entrará no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pelo menos até a avaliação de 2021, quando termina a série histórica do índice. O Ideb é considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos para português e matemática do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Segundo o ministro, a intenção é que ciências passe a valer também para indicar a qualidade das escolas a partir de 2023.

Ensino Médio  

Os estudantes do 3º ano do ensino médio serão avaliados no ano que vem em língua portuguesa e matemática. Os estudantes do ensino médio eram avaliados de forma amostral. A partir de 2017, a prova passou a ser censitária aplicada em todas as escolas públicas. A avaliação seguirá com esse formato.

Com a aprovação da BNCC para o ensino médio, atualmente em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), a intenção é que esses estudantes passem, no futuro, a ser avaliados também em ciências humanas e da natureza.

Inclusão de escolas privadas

As avaliações não serão obrigatórias para as escolas particulares, mas aquelas que quiserem poderão aderir ao sistema. “Nós estamos discutindo avançar a necessidade da avaliação em todas as escolas privadas. É uma agenda que o MEC vai discutir com a sociedade nos próximos dias para que a gente coloque sempre um olhar de qualidade para a educação pública e também para as escolas privadas”, diz o ministro da Educação.

Aplicação eletrônica

A partir do ano que vem os questionários aplicados a professores, dirigentes e diretores escolares, com exceção dos aplicados aos estudantes, serão eletrônicos. O Inep testará de forma piloto a aplicação eletrônica da própria avaliação aos estudantes. A versão digital será testada em algumas escolas. Os estudantes farão a prova regular e, além disso, a versão eletrônica, apenas para teste.


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9 Comments

  1. Então como fica o brincar ,terá que ser bem entendido o brincar na educação infantil,antes na educação infantil era musica,brincadeiras, recreação,agora já cobram a alfabetização e ai como será…precisa de um melhor entendimento pela base nacional para que possamos trabalhar corretamente sem ficar atirando no escuro de um lado para outro isto uns querem uma coisa outros querem outra. tem 40 anos que trabalho com educação infantil e cada escola tem “uma moda diferente” e a gente tem que seguir é doido as vezes não poder realizar o que acreditamos…

  2. acredito que esta avaliação contribuirá para avançarmos no quesito de qual é a função da educação infantil . Pois, ainda existe escola que as crianças passam o dia brincando com brinquedos sucateados.

  3. Muito bom.Isso fará com que todas as crianças possam desenvolver plenamente.Os pais ficarão mais preocupados em ajudar seus filhos e com isso a escola ganhará.Estamos vendo muito descasos de muitos pais.Infelizmente eles estão deixando as responsabilidades somente para as escolas. Vocês estão de parabéns.Belo trabalho.

  4. QUE ABSURDO SÓ A ESCOLA PÚBLICA E AVALIADA ENQUANTO A ESCOLA PARTICULAR NÃO É OBRIGATÓRIO . QUAIS OS INTERESSES POR TRÁS DISSO? AGENTE S E PERGUNTA COMO MILITANTE DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.AS ESCOLAS SÃO ESCOLAS OU NÃO?TEM SIM QUE OBRIGAR AS ESCOLAS PARTICULARES A CUMPRIR O MESMO REGIMENTO .NOSSA QUANTA HIPOCRISIA E SEGMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA.

  5. Bem lembrada como citado no texto: questões de infraestrutura e formação dos professores. As escolas serão bem ou mal avaliadas se ofertarem as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças. Entram no cálculo, entre outras questões, a oferta de brinquedos. E ainda assegurando o direito ao professor conforme a lei que determina 33% da H.A. Esta um absurdo essa falta de respeito, aqui no CMEI, onde trabalho quando as professoras vão ao médico ou levam os filhos trazem atestado ai as outras ficam sem H.A. Contestar também que o prefeito cortou pela metade o aumento do salário os 6,8% que foi o anunciado pelo governo federal, o prefeito autorizou só 3%, indignada com isso.

  6. A Avaliação Externa a partir da Educação Infantil é muita importante.Temos que enxergá -la como uma aliada para o Processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças desde de pequeninas. Por um lado, a Escola, equipe de profissionais se comprometem mais, tendo que buscar o lúdico para uma aprendizagem significativa das crianças e, não deixando o brincar por brincar como acontecem em algumas Escolas (????), por outro lado os pais passam se empenhar e acompanhar de perto o apredizado e desenvolvimento de seu filho, não na creche apenas porque trabalham ou quando necessitam esporadicamente.

  7. Formidável incluir a educação infantil e creche na avaliação externa. Com isso vai dar mais credibilidade no nosso trabalho. Por que pensam que e só para brincar.por brincar. E não valorizam o trabalho dos proficionais da educação infantil.

  8. Essa avaliação na educação infantil será válida se os professores e gestores, tiverem liberdade de responder com a verdade. No momento não é assim que acontece. Os gestores são pressionados pelos supervisores e os professores constrangidos pelos gestores a maquiarem a realidade. Experiência própria.

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