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Alfabetizando com contos de terror da cultura popular brasileira


Alfabetizando com contos de terror da cultura popular brasileira: A cultura popular brasileira, em suas diversas manifestações, está sempre presente em minhas aulas durante todo o ano. Nunca espero o mês de agosto para explorar com os alunos a beleza e a riqueza de nossa maravilhosa cultura. São cantigas, histórias, danças, festas, lendas, ritmos, brincadeiras, saberes populares, crenças, hábitos de vida, comidas e muito conteúdo que permanece vivo de geração a geração. Minha cabeça fervilha de ideias para explorar tudo isso na alfabetização de meus alunos. Tenho em casa um bom acervo de obras sobre a Cultura Popular Brasileira. São CD’s, livros, imagens, historias que coletei com os alunos e suas famílias, etc. Considero tudo um tesouro!

Alfabetizando com contos de terror da cultura popular brasileira
As histórias de “terror” de nossa cultura popular podem intrigar os pequenos e engajá-los nas atividades. Crédito: Pixabay

Nesse emaranhado da nossa cultura popular estão as histórias de terror, de assombração, que sempre causam um misto de fascínio, curiosidade e medo nas crianças e nos adolescentes, aliás na maioria de nós, com certeza. Pergunte a seus alunos que histórias querem ouvir e com certeza muitos dirão: “de terror!”

Com base nisso, escolhi duas atividades que envolvem textos de “terror” de nossa cultura popular brasileira e engajam as turminhas nas atividades de leitura e escrita:

Alfabetizando com contos de terror da cultura popular brasileira

1ª prática:  Escrita de textos relacionados a um conto

Leitura do Conto “A menina enterrada viva”.

Esse conto de domínio público foi recolhido pelo grande folclorista e pesquisador da cultura popular brasileira Luís da Câmara Cascudo. Foi publicado em seu livro Contos tradicionais do Brasil. Apesar do título, o conto traz uma história de final feliz que as crianças adoram. Isso sem contar uma cantiga que está presente no enredo, que eles sempre pedem para cantar. Essa história  também está presente no CD de Elba Ramalho e Antônio Nóbrega, Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar, de 1983, com o título “Estória da Figueira”. Alias, esse CD é maravilhoso! Uma celebração à Cultura popular brasileira! Uma ótima opção para compor o acervo do professor.

Desenvolvimento:

  • Li o conto para os alunos. Eles ouviram de olhos arregalados e se emocionaram ao ouvir a cantiga dos figos da figueira que está no CD. Propus a reescrita do texto, em que eu fui a escriba. A atividade de reescrita de contos é possível e necessária desde a alfabetização.
  • Os alunos desenharam as personagens do conto e escreveram suas descrições. Escreveram também a cantiga da história, e aproveitei para sugerir a escrita de uma lista de nomes de pés de frutas.

2ª prática: Escrita de texto autoral a partir de um referencial

O texto utilizado foi a parlenda “Era uma bruxa”. Ela começa com um suspense e termina de uma forma inusitada e engraçada. Muitas crianças conhecem, de norte a sul do Brasil, mas se você e sua turma não conhecem, os versos estão abaixo:

Era uma bruxa
À meia noite
Num castelo mal-assombrado
Com uma faca na mão…
Passando manteiga no pão!
Passando manteiga no pão!

Desenvolvimento:

  • Depois de ler e brincar com a parlenda várias vezes, propus aos alunos que, em grupos, criassem e escrevessem suas próprias parlendas, seguindo a mesma fórmula de começar com um suspense e terminar de forma engraçada. Orientei também que cada grupo de alunos escolhesse uma personagem de terror e um local para criar suas parlendas. Como as crianças são criativas! Saíram escritas muito bacanas! A cada momento, fui orientando as escritas e fazendo as intervenções para que escrevessem alfabeticamente.
  • Em outra aula, com auxílio do computador e de um projetor, editei com os alunos as parlendas em formato de slides. Sonorizamos a apresentação dos textos, para realçar ainda mais o clima de suspense, com diversos sons: a “marcha fúnebre”, uivos de lobos, miados de gato, entre outros. Todos esses sons foram encontrados na internet. Todos os textos criados pelas crianças foram também ilustrados. Digitalizei os desenhos para complementar os slides que já continham os textos.
  • Por fim, imprimimos os textos no formato de um livreto e lançamos na escola. Ficou uma maravilha! Como fica rica e completa uma atividade aparentemente simples quando unimos escritas, imagens e sons. Nós, professores precisamos explorar mais vezes esses recursos em nossas aulas.

As possibilidades de explorar a nossa cultura popular em salas de aula são ilimitadas. Estar em contato com ela, curtindo uma história, ouvindo e cantando uma musica, entre outras boas coisas, faz bem não apenas aos pequenos, mas para nós, adultos, também.

POR: Mara Mansani
Blog de Alfabetização


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