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LIVRE-SE DAS AULAS CHATAS


LIVRE-SE DAS AULAS CHATAS – FONTE: NOVAESCOLA
O professor Ademir Almagro é conhecido por seu modo envolvente de ensinar. “Dou aulas que eu gostaria de assistir”, conta ele, que hoje é coordenador pedagógico na EMEB Professora Hebe de Almeida Leite Cardoso, localizada em um dos bairros mais pobres de Novo Horizonte, no estado de São Paulo. Com jardins bem cuidados e uma infraestrutura privilegiada, a instituição de ensino nem de longe lembra seu passado de grades altas e baixo desempenho dos alunos, provenientes de famílias de baixa renda, muitas vindas do Nordeste do país para trabalhar no corte da cana, usada nas usinas de álcool e açúcar.

Como diversas escolas urbanas, a instituição convive com problemas de violência e drogas no entorno e sofria com depredações. Mas hoje, as grades deram lugar a muros baixos e o investimento em estrutura e acompanhamento pedagógico dos estudantes reverteram problemas de indisciplina e aprendizagem. Nos últimos anos, a Secretaria de Educação do município de 36.612 habitantes investiu em recursos para auxiliar no trabalho. A rede acompanha de perto os estudantes faltosos e com mais dificuldade de aprendizagem. Um profissional faz visitas mensais às famílias desses estudantes e elabora relatórios para auxiliar os professores a aprimorar o trabalho em sala para ajudá-los em suas especificidades.
O ideb dos anos finais passou de 6,3 em 2013 para 6,5 em 2015, acima da meta de 5,8. Quando lecionava História para salas dos 8º e 9º anos com cerca de 30 alunos cada, Ademir chegou a um estilo de aula que contribuiu para esses resultados. O segredo do docente é contextualizar o conteúdo, quebrar a monotonia e revisar o que foi trabalhado junto com a turma. “Na licenciatura, não tive nenhuma disciplina que me ajudasse a planejar a dinâmica em classe. Passei dez anos para aprender como aprimorar minha didática”, conta. Algumas das estratégias utilizadas pelo professor são retiradas dos mais de 30 livros que ele leu para se atualizar.
TURMA SITUADA NO CONTEÚDO
• Enquanto a garotada se ajeita nas carteiras, nos cinco minutos iniciais da aula, Ademir faz um resumo no quadro sobre o tema a ser tratado. Isso contextualiza os alunos e serve de modelo para que eles aprendam essa estratégia de estudo.
• Ele não entrega tudo de mão beijada! O professor deixa algumas lacunas no esquema para ser preenchidas junto com a turma em sala.
Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918)

É mundial porque …………………………………………………..

As causas da guerra são:
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• “O que isso tem a ver com a minha vida?” É o que muitos alunos se perguntam ao terem aulas sobre algo que não entendem. Fazer relações entre o conteúdo e algo familiar a eles os ajuda a atribuir sentido ao saber.
Coração Valente
“O filme Coração Valente mostra uma técnica de batalha semelhante à usada no início da Primeira Guerra. A alta mortalidade decorrente dessa estratégia, com as espadas substituídas por armas, fez com que começasse o uso das trincheiras, mudando a forma de guerrear. Passo um trecho do filme para fazer essa conexão.”
• Selecionar o que é essencial abordar do material didático é também parte do trabalho docente. Afinal, o livro é somente um apoio para a aula, e não ela em si. Segundo Ademir, trocar ideias com colegas mais experientes ajuda nessa tarefa.
Os nomes das dinastias envolvidas na Primeira Guerra não são tão relevantes quanto as causas e consequências dela.
MONOTONIA NUNCA MAIS
• Nada de ficar sentado na cadeira ou encostado em um canto durante a aula. Circular pela sala evita que os alunos se distraiam entre si. Além disso, é uma forma de interagir com todos os estudantes, e não apenas com os das primeiras carteiras.
• Cada aluno aprende de um jeito – alguns entendem melhor ao escutar a explicação, outros precisam anotar para assimilar o conteúdo. Ter momentos diversificados para ouvir, falar, ler e escrever sobre o tema amplia as oportunidades de aprendizagem.
• Misturar o conteúdo com elementos populares entre os alunos, como gírias ou músicas da moda, ajuda a mantê-los ligados.
Getúlio Vargas
“Imagine quebrar a seriedade de uma aula sobre a redemocratização do Brasil dizendo: ‘Hashtag partiu Vargas?’. É risada na certa.”
JOGO DA REVISÃO
• Que tal aproveitar o finalzinho da aula, quando a turma já começa a ficar impaciente, para revisar o que foi visto? Ademir faz isso com um jogo de perguntas e respostas. Mas nada de decoreba! O ideal é elaborar questões que estimulem o raciocínio dos alunos.
Bons exemplos
Maus exemplos
• Para que todos se empenhem em pensar nas respostas, Ademir tem um truque. “Primeiro pergunto e depois sorteio quem vai responder”, conta.
Jogo da Revisão
O professor usa dois dados para isso: um indica o número da fileira que o aluno está e o outro a posição da carteira na fila.
• Caso o estudante erre, outro é sorteado na sequência. Depois, o docente volta a perguntar ao aluno que errou para que ele possa responder corretamente. Assim, todos ficam ligados na revisão.
Jogo da Revisão
• Ademir mantém o resumo feito no quadro para a garotada consultar. Afinal, a ideia não é pressionar os alunos a já dominar algo que ainda está sendo aprendido, mas ajudá-los a assimilar o novo conhecimento. Então, nesse momento, vale colar!
Fonte: NOVA ESCOLA 


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