Como planejar uma boa semana pedagógica — SÓ ESCOLA
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Como planejar uma boa semana pedagógica


Confira várias dicas de Como planejar uma boa semana pedagógica
Semana Pedagógica
Conduzir os encontros de formação de professores é uma das atividades que mais aparecem na rotina do coordenador pedagógico. Mas como garantir que eles de fato contribuam para melhorar a prática da equipe? O segredo para fazer reuniões cada vez mais eficientes é planejá-las com cuidado, prevendo todos os momentos – inclusive os de intervenção dos participantes. E a melhor maneira de fazer isso é elaborando uma boa pauta, que nada mais é do que um roteiro no qual devem constar os objetivos, os conteúdos que serão tratados, as estratégias propostas e os materiais necessários.
Poucas pessoas dão importância a essa preparação. Porém formalizar em um documento esses itens tem vários propósitos. Primeiramente, a pauta evidencia a atuação do coordenador pedagógico na formação continuada docente. O arquivo desses registros é imprescindível na construção da memória coletiva da instituição e certamente vai servir de referência para os próximos formadores que ali vierem a atuar e também para outras escolas da rede. Dessa forma, o trabalho dos profissionais mais experientes vai auxiliando na formação dos iniciantes.
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Além disso, o planejamento contribui para a melhor utilização do tempo dedicado à formação. Imagine, por exemplo, deixar uma reunião inconclusa por haver conteúdos demais para o tempo previsto ou ter de interrompê-la para fazer cópias de um material que deverá ser consultado. Tudo isso se resolve ao detalhar o passo a passo do encontro.
A pauta tem um papel ainda mais significativo. “Redigi-la é um momento de aprendizagem para o próprio coordenador”, afirma Débora Rana, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 na categoria Gestor. As pautas elaboradas por Ana Iracema Scherer, coordenadora pedagógica da EMEF Presidente Nilo Peçanha, em Novo Hamburgo, a 42 quilômetros de Porto Alegre, não entravam em grandes detalhes até dois anos atrás. Ao começar a colocar no papel a descrição de cada etapa, ela passou a buscar mais referências teóricas, analisar o encadeamento da reunião com o objetivo da formação, estimar com mais precisão a duração das atividades e prever os passos seguintes com base nos conhecimentos que queria construir com a equipe. Isso contribuiu para o melhor trabalho dos docentes, como é o caso de Dóris Dettenborn, professora do 2º ano
Esse processo reflexivo continua inclusive na execução da pauta, momento no qual são incorporados os acontecimentos e as observações que alteram o documento inicial. A análise comparativa da reunião prevista e da efetivamente realizada dá pistas sobre se as estratégias formativas foram bem exploradas e ajuda na preparação dos próximos encontros.
Supervisores e outros coordenadores ajudam no planejamento

Tudo isso, é verdade, dá certo trabalho. Portanto, o apoio da rede de ensino é fundamental. Contar com a participação de outros coordenadores da escola ou da rede – e até do diretor – é uma boa maneira de trocar experiências. De qualquer forma, a definição do foco de cada encontro com os professores exige ter em mãos o projeto de formação da escola – documento que descreve as necessidades dos professores com base nos registros deles, nas observações de aula e na análise de desempenho dos alunos.
Bom roteiro
Aqui, o propósito de cada item que compõe a pauta de formação
Objetivos:
  • Refletir sobre a prática da leitura em sala de aula com base na análise de bons modelos.
  • Planejar boas intervenções a serem feitas antes, durante e depois da leitura.

Conteúdos:
  • Leitura e planejamento da leitura pelo professor. Materiais;
  • Transcrição da situação de leitura pela professora da turma do 2º ano.;
  • Livro O Nabo Gigante;
  • Vídeo da mesma situação de leitura;
  • Livro Ler e Escrever na Escola, de Délia Lerner;
Identificação 
Além de dar um tom oficial ao documento, o cabeçalho ajuda a localizá-lo em caso de consultas para os planejamentos futuros.

Saberes trabalhados:
Deixe claras as metas de aprendizagem, relacionando-as com as estratégias que serão desenvolvidas ao longo da reunião. 
Menos é mais:
O excesso pode tornar a formação superficial. Opte por trabalhar somente um tema por vez, dependendo da complexidade.
Lista útil 
Definir e especificar os objetos necessários aos estudos faz com que eles sejam providenciados com antecedência. 
Desenvolvimento:
Apresentação da pauta e dos objetivos da reunião – 5 minutos – Ampliação do repertório cultural – 10 minutos – Retomada da discussão sobre a leitura em sala de aula – 20 minutos:- Perguntar aos professores como eles têm encaminhado essa situação didática: que critérios usam para a escolha do livro? Eles planejam as próprias intervenções para antes, durante e depois da leitura? – Coletivamente, fazer uma listagem das aprendizagens dos alunos em uma situação de leitura pelo professor, baseando-se nas referências teóricas do livro de Délia Lerner. – Tematização da prática docente – situação didática de leitura pelo professor – 1 hora:- Apresentar o livro O Nabo Gigante. Realizar a leitura e entregá-lo ao grupo para que todos conheçam e manuseiem a obra. – Explicar que um conto de acumulação apresenta repetição de elementos ao longo da história e discutir o porquê dessa nomenclatura – Distribuir a transcrição do vídeo que será repassado em seguida. – Pedir para que grifem, façam anotações e, em pequenos grupos, respondam às seguintes questões: Quais intervenções da professora parecem ter sido planejadas especificamente para a leitura daquele livro? (listar aqui as respostas esperadas) Quais condições didáticas foram garantidas nessa proposta? O que parece que a professora fez para se preparar para a leitura? Que procedimentos deve ter usado para planejar? Discutam os itens que podem ter feito parte do planejamento. – Exibir o vídeo. – Dividir os professores em pequenos grupos para que debatam as questões. – Socializar as conclusões e sistematizar os pontos discutidos.
Momento cultural 
Uma leitura, a apresentação de um vídeo ou uma conversa sobre uma exposição ou peça em cartaz são opções para iniciar a reunião. 
Resgate de saberes 

Ao retomar as conclusões anteriores, é possível verificar os conhecimentos adquiridos e marcar a continuidade do plano de formação. 
Previsão das respostas
Antecipe as possíveis reações em função dos problemas didáticos enfrentados. Isso ajuda a pensar em outras possibilidades de abordagem. 
Hora de resumir 
Planeje momentos de intervenção para amarrar o conteúdo. Sistematize os conhecimentos com base nos registros coletivos. 
– Planejamento de leitura pelo professor – 1 hora: 
– Entregar os livros de contos. 
Solicitar aos docentes que façam a análise e escolham um deles para planejar a leitura que farão em sala.
– Entregar um modelo de planejamento e combinar que essa atividade será iniciada nos grupos e continuará nos trabalhos coletivos. 
– Socializar o que os grupos produziram e elaborar um só planejamento com base na discussão dos grupos.
Olhar reflexivo 
Planeje as estratégias para problematizar a prática docente. 
Tome como objeto de reflexão bons exemplos de situações didáticas. 
Aulas seguintes
Dê tempo para que o grupo prepare coletivamente as aulas. 
Acompanhe o processo e dê espaço para discutir algumas decisões. 
Avaliação e Comentários 
Reserve um espaço para indicar se as ações foram realizadas e descrever situações que tenham saído do planejamento.

– Organização da sequência didática para o mês de junho – 10 minutos:
Retomar com os professores as aulas realizadas e discutir, coletivamente, sobre as próximas aulas, levando em consideração o cronograma.



One Comment

  1. As orientações são muito produtiva, cada dia aprendo como é importante o planejamento e a reflexão sobre o que vamos trabalhar com os professores em reunião pedagógica.

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