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A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM


 JOGOS NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM
 JOGOS NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM
Olá amigos Educadores e seguidores do SOESCOLA.COM.
Recebi em meu E-mail este excelente artigo e resolvi compartilhar com vocês. Espero que Gostem.
Autoras: Lourdes
Bernadete Possatto e Cladis Rosélia Jagnow
RESUMO
              Este artigo Analisa os jogos
didáticos em sala de aula como ferramenta para auxiliar a aprendizagem de
alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Numa breve visão
apresentamos autores renomados que mostram a importância dos jogos didáticos
para motivar os alunos na busca pela aprendizagem numa visão psicopedagógico.
Considera a influência dos jogos na socialização das crianças, e como os jogos
podem ser colaboradores na compreensão e retenção dos conteúdos das disciplinas
específicas.

Palavras chaves: Jogos, motivação e socialização

Introdução
Com este trabalho pretendemos
analisar a dificuldade de aprendizagem vivenciada junto aos alunos do 1º ao 5º
ano do ensino fundamental da Escola Municipal Leôncio Pinheiro da Silva. Bem
como buscar ajuda para auxiliar os professores que atuam nestas turmas quanto a
entender como mudar esta realidade. A finalidade deste trabalho será buscar
referências bibliográficas para auxiliar os professores em suas ações, para que
possam diminuir as  dificuldades
encontradas ao motivar os alunos a querer aprender com interesse. Sendo assim,
o trabalho propõe uma análise das teorias de autores que já descreveram sobre a
importância de se usar um ensino diversificado, com aulas que podem ser um
incentivo motivacional por introduzir em suas aulas jogos didático. Analisa os
jogos didáticos como ferramenta que contribui para o ensino aprendizagem. Busca
entender a opinião dos professores sobre a utilização dos jogos em suas aulas.
Ao voltar nossa atenção aos
primórdios da história da humanidade, veremos que os jogos sempre fizeram parte
da vivência humana. Porém, ao longo dos anos, houve muitas mudanças na
utilização dos jogos e brincadeiras. Essas eram utilizadas em todas as classes
sociais, no entanto, com o tempo tornou-se comum nas classes populares sofrendo
transformações e adaptações, que por sua vez perderam muito das suas
características originais. Entretanto, com o início da industrialização por
volta do século XIX, os brinquedos tomaram novas formas, utilizaram-se novos
materiais, que foram dirigidos ao público infantil. Estes brinquedos exercem
uma mediação entre as crianças e os jogos no mundo em que estão inseridas. A
socialização que as crianças têm com os colegas através dos jogos tem
proporcionado resultados positivos, pois possibilita o desenvolvimento
integral, proporcionando a aquisição de habilidades indispensáveis como:
colaboração, autodomínio, criatividade, coragem, iniciativa, capacidade de
observação, capacidade de tirar conclusões e fazer estimativas. Estas
habilidades influenciam nos aspectos sociais, físicos e emocionais das crianças
conforme Kishimoto (2002) descreve os jogos, sendo considerados como uma
atividade que tem valor educacional, por funcionar como motivador, estimulando
o prazer, desenvolve pensamento de organização de tempo e espaço, proporciona
interação, argumentação e interesse, desta forma aprendendo com mais
facilidade. Quando analisamos Piaget, sobre “assimilação”, que ocorre quando a
criança ou adulto entra em contato com algo novo, e que esse faz o papel de
“remeter” ao que já tinha visto ou “vivenciado”, esse reconhecimento leva a
novos pensamentos, novas conclusões e novos conceitos, por sua vez novas
aprendizagens. Ainda, conforme Piaget, ao comparar e assimilar a criança chega
ao processo de “equilibração” ou acomodação, neste ponto entra a função do
professor com o papel de oferecer novos desafios para estimular novos
conhecimentos. Outro ponto positivo dos jogos no processo ensino aprendizagem
segundo Vygotsky é a “socialização”, desempenha papel importante no
desenvolvimento da criança. Essa interação social contribui para a formação de
conceitos sobre espaços e tempo, aumenta a reflexão ao comparar suas ideias com
as dos coleguinhas e com isso forma novas opiniões. Fialho, (2007) corrobora
com as afirmações dos colegas, descrevendo os jogos como motivadores para a
aprendizagem.
Justificativa
Estamos enfrentando um crescente
desinteresse entre os alunos pelas aulas ministradas em salas de aulas. Para os
professores isso se torna um desafio que se deve encontrar uma saída plausível
ou entraremos em colapso geral no que se refere aos avanços na construção da
aprendizagem significativa. Por experiência de usar os jogos didáticos em sala
de aula, no intuito de tornar a aprendizagem mais prazerosa e ao mesmo tempo
buscando o aumento da efetividade do ensino/aprendizagem, buscarei junto a
autores que já descreveram práticas sobre o uso dos jogos didáticos como
ferramenta motivadora do interesse pelas aulas, base teórica para dar
credibilidades a minha prática, e incentivar o uso dos jogos didáticos como
auxílio no desenvolvimento das habilidades necessárias para facilitar a
compreensão dos conteúdos e tornar as aulas mais criativas e prazerosas. Visto
que os jogos proporcionam sociabilidade ou segundo Vygotsky contribui para a
“formação social da mente”, colabora para a formação de conceitos, incentiva a
criatividade, auxilia no reforço dos conteúdos estudados, proporcionam ocasiões
de colaboração, através da competição proporciona espaços para criar
estratégias, neste contexto os jogos podem ser usados para que as aulas fiquem
menos enfadonhas e para proporcionar na sala de aula um espaço de convivência
pacífico.
Segundo SILVEIRA (1998,p.2), os
jogos podem ser usados para “autoconfiança e motivação”, auxiliando no ensino
aprendizagem. No entanto, alerta para o cuidado que devemos ter ao levar os
jogos para a sala de aula, enfatizando que esses devem ser bem planejados e
tendo coerência com os conteúdos ministrados, para que não se deixe de lado os
conteúdos previstos para a série. Outro ponto que devemos levar em conta é o
preparo e seleção dos jogos que serão utilizados, entendendo que o professor
deve conhecer as regras para aplicar os jogos.
Precisamos despertar nos alunos
o desejo de querer aprender, no entanto, os jogos podem ser um dos caminhos a
ser percorrido para auxiliar na aprendizagem e diminuir o desinteresse dos
alunos pelas aulas.
Diante do trabalho de autores
que descreveram sobre a importância dos jogos didáticos como ferramenta a
contribuir na motivação do ensino/ aprendizagem em alunos do primeiro ao quinto
ano do ensino fundamental, busco embasamento teórico que contribuam para
auxiliar o desenvolvimento de capacidades necessárias ao utilizar no
planejamento esse recurso. Kishimoto faz argumentações importantes das
experiências ao utilizar jogos e brincadeiras para o raciocínio lógico. Porém,
salienta que são úteis em outras áreas:
Sabemos que as experiências
positivas nos dão segurança e estímulo para o                            desenvolvimento. O
jogo nos propicia experiências de êxito, pois é significativo, possibilitando a
autodescoberta, a assimilação e a interação com o mundo por meio de relações e
de vivências.  
             
               Neste mesmo contexto Luckesi
(2000, p. 57) leva a refletir o valor social, cultural, afetivo e educativo que
os jogos têm no comportamento de quem os utiliza.
Uma educação que leva em consideração
a ludicidade é um fazer humano mais amplo, que se relaciona não apenas à
presença das brincadeiras ou jogos, mas também a um sentimento, atitude do
sujeito envolvido na ação, que se refere a um prazer de celebração em função do
envolvimento genuíno com a atividade, a sensação de plenitude que acompanha as
coisas significativas e verdadeiras. (LUCKESI, p. 57).
O uso pedagógico de jogos em
sala de aula estimula a construção mais completa do pensamento significativo e
o convívio social, levando a superarem obstáculos em equipe. Podemos refletir
sobre o papel do brinquedo no desenvolvimento e na formação social da mente
segundo escritos de Vygotsky. No papel social o autor relata que as crianças
tendem a mudar suas atitudes e pensamentos ao se sociabilizar com o que ocorre
no meio em que estão inseridos. Se esses ambientes oferecem recursos planejados
conforme as necessidades das crianças, propiciam uma aquisição habilidades de
forma prazerosa. Oliveira (2000, p.17) nos assegura o valor e influência da
utilização de linguagens diferentes para que a criança tenha oportunidades de
ampliar a aprendizagem.
Vida a fora o meio exercerá sua
influência, sua atuação falará à criança através das suas diferentes
linguagens, convidando-a ou mesmo impelindo-a a agir ou, por outro lado
inibindo-a. A criança, contudo, tornará sempre parte ativa nesta escolha e
seleção do que faz e como faz, para que faz, quando faz e com que faz. O
brincar ensina a escolher, a assumir, a participar, a delegar e postergar. (OLIVEIRA,
2000, P. 17).
Sendo assim entende-se que a
humanização se dá no meio social em que a criança interage e que, portanto, os
jogos ou brincadeiras terão importância na aquisição do conhecimento para que
possa desenvolver suas habilidades e competências que lhe serão úteis na
trajetória de sua vida. Segundo Oliveira, através dos jogos a criança terá
oportunidade de conviver com regras aceitando-as ou criando-as, que por sua vez
contribuirão para um bom convívio social. Porque no brincar, surgem
oportunidades para aceitar, expressar e experimentar comportamentos que em
outra ocasião não teria coragem de expressá-los, por medo ou até mesmo
vergonha. Neste contexto podemos atentar para a contribuição de Almeida (1998,
p.54) “ A brincadeira além de contribuir e influenciar na formação da criança,
possibilitando um crescimento sadio,…”. Temos muitos referenciais teóricos
que sem dúvidas que os jogos e brincadeiras são ferramentas poderosas na
aprendizagem.
4.1 As
tecnologias em nossas vidas
Temos que lembrar que no
contexto da busca por obter recurso que possam auxiliar o desenvolvimento de
habilidades e competências encontramos várias opções. Neste caso vale destacar
os recursos encontrados nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) que
surgem de forma acelerada.  As
tecnologias permitem que a humanidade obtenha informações de modo rápido e em
grande quantidade alcançando uma proporção maior de pessoas. A expansão dos
meios tecnológicos de informação proporciona que em lugares distante se tenha a
oportunidade de adquirir conhecimento de qualidade por meio da Educação a
Distância promovida pela tecnologia. No contexto a tecnologia oferece muitas
formas de se adquirir conhecimento, os jogos educativos são atrativos que
permitem diversas oportunidades de aprendizagem. Para a o
desenvolvimento do letramento encontramos oportunidades de jogos que
oportunizam desenvolver a leitura e escrita, sites que ensinam  construir jogos, entre outros. Raquel Goulart
(2003) está entre muitos autores que destacam a importância das tecnologias no
desenvolvimento das aprendizagens.
A tecnologia na educação
torna-se um diferencial importante para os indivíduos que as usam para
desenvolver habilidades e competências, bem como armazenar informações para uso
na criatividade e inovação do seu potencial, no entanto, essas faculdades de
mobilizar a tecnologia está ligada aos contextos culturais, profissionais e
sociais, conforme Perrenoud.
Perrenoud
(2009) (apud Silvia, 2009)  “[..] a
faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes,
capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficácia uma
série de situações. Estão ligadas a contextos culturais, profissionais e
condições sociais.”
Não temos dúvidas de que a
evolução das tics tem contribuído para melhorar o sistema educacional com suas
diversas facetas, como por exemplo, o rápido acesso às informações e o
armazenamento das mesmas, porém o que nos preocupa é que não somos na maioria,
docentes alfabetizados tecnologicamente, também enfrentamos o problema
estrutural de muitas escolas não ter acesso disponível às tecnologias dentro do
processo de ensino- aprendizagem.
 
 4 . 2  Os jogos didáticos como ferramenta no auxílio
do ensino/ aprendizagem  
              
Quando falamos do uso de jogos como suporte para estimular
o desenvolvimento de habilidades e competências no ensino aprendizagem,
encontramos um número considerável de autores que compravam a eficácia e que
nos dão suporte para usá-los em nossas aulas. No sentido de os jogos serem uma
ferramenta para a socialização, encontramos suporte em Vygotsky ( Formação
Social da Mente,1998) com seus estudos sobre a contribuição dos jogos na
interação social estabelecidas aos participantes. Ainda no contexto social encontramos
a colaboração de Brougère, (2008, p. 106):
A brincadeira que pode ser às vezes
uma escola de conformismo social, de adequações às soluções propostas, pode, do
mesmo modo, tornar-se um espaço de invenção, de curiosidade e de experiências
diversificadas, por menos que a sociedade ofereça as crianças os meios para
isso.”  (Brougère, 2008, p. 106 – apud
Tereza M. Nishikawa).
Essa interação desfrutada de
forma prazerosa entre os participantes contribui para o desenvolvimento de
várias habilidades como: colaboração, companheirismo, a busca por novos
conhecimentos, a formação de estratégias, entre outras habilidades que são
úteis para uma boa formação e convivência social.
Entendendo o campo de
construção de inteligência, temos na ponta Piaget sobre “construção do
conhecimento”. Piaget nos afirma que nas situações de estranheza de algo novo
que o autor denomina como “assimilação”, no contato de reconhecimento do que
está se confrontando a criança refina seus conhecimentos construindo  novos conceitos e chega novamente na
“acomodação” do que aprendeu, Piaget reforça aqui a função do professor de
criar estratégias para “desequilibrar o esquema mental do aluno” proporcionando
novos desafios. Neste processo de “assimilação”, “acomodação” e “desiquilíbrio”
a criança desenvolve uma série de habilidades para uso nas mais diversas
situações cotidianas, como por exemplo, a construção, entendimento e respeito
às regras que serão úteis no convívio social, neste campo os jogos oferecem uma
contribuição inestimável. Outra contribuição é de Kishimoto (1994) nos  lembrando que os jogos são estimulantes e
relevantes para alcançar  objetivamente
uma aprendizagem construtiva, por sua experiência positiva.
Sabemos que as experiências
positivas nos dão segurança e estímulo para o desenvolvimento. O jogo nos
propicia experiências de êxito, pois é significativo, possibilitando a
autodescoberta, a assimilação e a interação com o mundo por meio de relações e
de vivências.
Destacamos agora alguns autores
(as) que também contribuíram para a construção do conhecimento com a
colaboração dos jogos no letramento e leitura. Nos mais diversos sites online,
encontramos a página da Iara Medeiro, com uma diversidade de jogos para
letramento que fascina as crianças proporcionando aprendizagem prazerosa. As
atividades online são atraentes e colaboram muito para o letramento das
crianças, por usar o campo visual como atrativo. Essas páginas  oferecem uma diversidade de jogos como; Jogo
de dado alfabético, jogo de trilhas, jogo de memória e outros que podem ser
adaptados conforme a faixa etária das crianças e também conforme os conteúdos a
serem trabalhados. Estes podem ser jogos coletivos envolvendo a turma toda, em
trios, em duplas conforme a necessidade. Conforme Vygotsky, a interação com o
meio faz com que o que está interno na criança venha ser socializado
proporcionando construção de novos aprendizados, havendo assim uma troca
interativa, sendo essa oriunda dos mais diversos meios interativos. Cabe a
escola e a família proporcionar mecanismos ou ferramentas para aumentar os
desafios que por sua vez proporcionam novos conhecimentos e as ajudam a
desenvolverem competências. Segundo Paulo Freire (1996), “ensinar não é
transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a produção do saber”.
Em nossa trajetória como docente, sabemos que essas palavras de Paulo fazem o
maior sentido, quando proporcionamos mecanismos para as crianças nós nos
surpreendemos com o desenvolvimento de habilidades e com a produção de
conhecimento próprio. Sabemos que a aquisição mais a interação resultam numa
aprendizagem significativa, porém, precisamos nos lembrar que as informações
adquiridas no meio em que as crianças vivem influenciam de modo positivo ou
negativo no desenvolvimento escolar. Segundo Manuela Maria Conceição Ferreira:
 A aprendizagem está envolvida em múltiplos
factores, que se implicam mutuamente e que embora os possamos analisar em
separado fazem parte de um todo que depende, quer na sua natureza, quer na sua
qualidade, de uma série de condições internas e externas ao sujeito (Malglaive,
1990).
Os fatores internos ou externos
exercem grande influência na aquisição de aprendizagens e esses desafios são
vivenciados diariamente no cotidiano escolar e causam inquietação.
“Se a gente cresce com os golpes duros da vida,
também podemos crescer com os toques suaves na alma.” Nesta frase de Cora Coralina está em
essência a realidade de muitas crianças que em nossas escolas são vista como
crianças que não querem aprender, quando na realidade no seu cotidiano não
recebe estímulo que sejam toques em sua alma surrada por situações negativas.
   4.3 O desejo
de aprender, suas causas, consequências e desafios
Uma séria preocupação que
enfrentamos diariamente está em encontrar maneiras para enfrentar o problema do
desinteresse de nossas crianças pelas aulas. Segundo Montessori, as crianças
precisam ser ensinadas a satisfazer suas necessidades por si mesmas, recebendo
a ajuda necessária para que isso possa acontecer.
…v um ser com
necessidades próprias, original e único; v um ser capaz
de crescer por si mesmo; um ser diferente do adulto; v
um ser que precisa de ajuda adequada e oportuna; v
um ser capaz de aprender naturalmente.
Nesta linha de pensamento de
Montessori, podemos refletir sobre o uso dos jogos didáticos como ferramenta
motivadora na construção do conhecimento de forma significativa.  Segundo
Clenilda Cazarin Pezzini*1 Maria Lidia Sica Szymanski em FALTA DE DESEJO DE
APRENDER Causas e Consequências, nos afirmam que a falta de desejo de aprender
está presente no cotidiano escolar.
 Entre todas as dificuldades
pelas quais passa a educação no Brasil, destaca-se, atualmente, um grande
desinteresse por parte de muitos alunos, por qualquer atividade escolar.
Freqüentam as aulas por obrigação, sem, contudo, participar das atividades
básicas. Ficam apáticos diante de qualquer iniciativa dos professores, que se
confessam frustrados por não conseguirem atingir totalmente seus
objetivos.
Para que o objetivo de cativar
as crianças a gostarem de buscar conhecimento se efetive é preciso proporcionar
ambientes descontraídos. Aqui entra a colaboração dos inúmeros autores que
comprovam a eficácia da busca prazerosa por meio de jogos e brincadeiras
planejados para que a criança possa assimilar os conteúdos.
Para atingir bons resultados na
aprendizagem, não podemos esquecer que precisamos de profissionais qualificados.
Na formação dos profissionais da educação devemos considerar a necessidade de
um professor capacitado a não se restringir ao repassar conhecimento, mas
segundo Paulo Freire a aprendizagem começa “… antes de tudo, ensinar a
perguntar. Porque o início do conhecimento, repito, é perguntar. E somente a
partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas.” Estimular a
criança a fazer perguntas e criticar situações dará a ela oportunidade de se
habilitar na busca do aprendizado com autonomia própria. Segundo Claudemir Pedroso, em seu resumo da Teoria do Conhecimento, nos ajuda a
compreender que para chegar ao conhecimento do objeto a criança terá de fazer
indagações.
 O
dualismo do sujeito e do objeto pertence à essência do conhecimento. A função
do sujeito é apreender o objeto; a função do objeto é ser apreensível e ser
apreendido pelo sujeito. Vista a partir do sujeito, essa apreensão aparece como
uma saída do sujeito para além de sua esfera própria, co­mo uma invasão da
esfera do objeto e como uma apreen­são das determinações do objeto. Surge no
sujeito uma “figura” que contém as determinações do objeto, uma
“imagem” do objeto. Visto a partir do objeto, o conhecimento aparece
como um alastramento, no sujeito, das determinações do objeto. Há uma
transcendência do objeto na esfera do su­jeito correspondendo à transcendência
do sujeito na esfera do objeto. Pelo contrário, pode-se falar de uma atividade
e de uma espontaneidade do sujei­to no conhecimento. Receptividade com respeito
ao objeto e espon­taneidade com respeito à imagem do objeto no sujeito po­dem
perfeitamente coexistir. Na medida em que determina o sujeito, o objeto mos­tra-se
independente do sujeito, para além dele, transcen­dente.

Segundo Everton Marcos de
Souza em O papel do professor na construção da autonomia retrata o dito de
Piaget:
Jean Piaget caracterizava “Autonomia como a
capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto
do respeito recíproco”. (Kesselring T. Jean Piaget. Petrópolis: Vozes,
1993:173-189).
Sugundo (Gonzaga 2009, p. 39 apud, ELAINE RIBEIRO
ALMEIDA)  aponta:
(…) a essência do bom
professor está na habilidade de planejar metas para aprendizagem das crianças, mediar
suas experiências, auxiliar no uso das diferentes linguagens, realizar
intervenções e mudar a rota quando necessário. Talvez, os bons professores
sejam os que respeitam as crianças e por isso levam qualidade lúdica para a sua
prática pedagógica.
Entendemos que muito se tem feito
para proporcionar aos nossos alunos uma aprendizagem significativa, encontramos
muitos autores que embasam nossa proposta para utilizar os jogos didáticos como
estímulo para que possamos motivar nossas crianças a desenvolver autonomia na
busca do conhecimento.
Conclusões
No decorrer deste estudo foi
possível perceber a influência positiva que os jogos exercem sobre a criança no
desenvolvimento da aprendizagem significativa. Constatou-se que o jogo
pedagógico constitui uma excelente ferramenta educacional que está ao nosso
favor como uma poderosa ferramenta para auxiliar o desenvolvimento das
habilidades nas crianças em sentido físico, emocional e cognitivo.
 Na interação, ao exercer um
intercâmbio de relações da criança com os jogos e com os colegas possibilita
momentos de aprendizagem interativa, que aumenta a capacidade de sociabilidade,
foco de atenção, melhora da linguagem oral e escrita, aumenta sua capacidade de
percepção, criatividade, desenvolve capacidade de criar estratégias, auxilia no
desenvolvimento das capacidades emocionais onde a criança demonstra coragem,
alegria, satisfação, angústias, medo, afetividade, passividade, agressividade,
tristeza, entusiasmo, companheirismo, solidariedade, compreensão,… Neste
contexto os sentimentos envolvidos colaboram para a construção de novos
conhecimentos.
A ludicidade dando ênfase aos
jogos didáticos é elemento relevante e imprescindível para desenvolver as
capacidades de interação, convivência, construção do conhecimento pela ação
desenvolvida entre os participantes. Para que a aprendizagem aconteça de modo
favorável à construção de conhecimentos devemos 
levar em conta as condições internas e externas do ambiente inserido
para que a criança se senta segura. Neste contexto houve uma melhora
significativa e considerável do desenvolvimento de habilidades externas e
internas dos alunos, que conseguiram ter controle das emoções durante as
atividades e que essas atitudes contribuiram para diminuir as agressividades,
aumentando a colaboração entre professor e aluno, entre colegas da classe e
outras classes, que por sua vez contribuiu para a construção coletiva de
saberes.
Quando compreendemos os aspectos
de linguagem que podemos explorar ao planejar o jogo podemos possibilitar a
ampliação do vocabulário, contribuir para o desenvolvimento de relações
fonológicas da leitura das palavras relacionando com a escrita.
Resumindo, quando a criança
brinca ela é favorecida em muitos níveis ( fisiológico-emocional,
comportamental e cognitivo,…) Esses por sua vez sõa repercutidos de muitas
maneiras:
  • Regula o humor e ansiedade.
  • Promove a atenção.
  • Desenvolve novas
    aprendizagens.
  • Reduz stress.
  • Acalma produzindo bem-estar e
    prazer.
Também podemos perceber que aumenta
a motivação física pela reação dos músculos que são impulsionados ao brincar.
Outro ponto proporcionado pelo brincar e a ampliação da imaginação e da
criatividade fazendo com que a criança aprecie o mundo ao seu redor.
Resumindo, se cada criança é
única, então devemos nos preocupar em ajuda-la a se desenvolver em seu
contexto, levando em conta sua individualidade e respeitando seus limites. “
Precisamos valorizar o brincar de nossas crianças”.
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