A orientação emocional


A orientação emocional – Gottman & DeClaire (2009) fazem referência ao processo de orientação emocional que envolve cinco passos fundamentais:

A orientação emocional

  • Consciencialização da emoção da criança

A compreensão da emoção do outro requer a compreensão da própria emoção. Ser (Gottman & DeClaire, 1997: 80) “(…) emocionalmente consciente simplesmente significa a capacidade de reconhecer e identificar as próprias emoções e os próprios sentimentos e perceber as emoções do outro”. Nem sempre se mostra fácil compreender o que se passa com a criança, pois, esta, muitas vezes expressa a sua emoção de forma indireta, o que exige que o adulto se tente colocar no lugar dela, para ver o mundo através da sua perspetiva.

  • Reconhecimento dessa emoção como uma oportunidade para a intimidade e aprendizagem

As emoções não desaparecem com o passar do tempo, mas apenas quando a criança pode falar delas, atribuir-lhes um significado e quando sente que os outros as compreendem. É preciso permitir à criança falar sobre o que a perturba, para que se encontre uma solução quando ainda são problemas menores.

  • Escutar com empatia e validar os sentimentos da criança

Ouvir vai para além de reunir dados através da audição (Gottman & DeClaire, 1997), pois implica ser capaz de manter uma atitude de disponibilidade para receber a mensagem do outro e tentar compreendê-la. O aumento da capacidade de ouvir os outros permite estimular e melhorar o relacionamento interpessoal e consequentemente a comunicação no seio dos grupos.

  • Ajudar a criança a encontrar as palavras certas para classificar a emoção que está a sentir

A criança tem de ser capaz de nomear as emoções, de lhes atribuir uma classificação, uma vez que as ajuda a transformar algo casualmente aterrador em algo definível, que faz parte do quotidiano. Alguns estudos revelam que a capacidade de rotular emoções tem um efeito calmante no sistema nervoso (Gottman & DeClaire, 1997). Assim, é importante ajudar a criança nesta tarefa, mas sem lhe dizer como é que ela se deve sentir.

  • Estabelecer limites enquanto procuram definir estratégias para a resolução do problema.

O último passo da orientação emocional corresponde ao processo de resolução de problemas. É necessário ensinar a criança a resolver problemas de um modo simples e eficaz, para depois, ela ser capaz de o fazer sozinha.

Gottman & DeClaire (1997), defendem um processo de resolução de problemas composto por cinco passos fundamentais: (1) impor limites; (2) identificar objetivos; (3) procurar possíveis soluções; (4) avaliar as soluções encontradas; (5) escolher a solução.

Como refere Goleman (1996, cit. por Branco, 2004: 24) ”(…) as pessoas emocionalmente competentes apresentam na prática uma relação consigo e com os outros, francamente mais positiva do que aqueles que apresentam sinais de iliteracia emocional”.


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