A educação dos filhos no contexto escolar


A educação dos filhos no contexto escolar e a importância da participação dos pais – Artigo enviado pelo nosso parceiro “Professor Marcos L Souza – Pedagogo – Psicopedagogo – Educador .

A educação dos filhos no contexto escolar e a importância da participação dos pais

É essencial a participação da família no acompanhamento dos filhos nas atividades escolares no processo de educação construído em casa. A literatura aponta como a dinâmica familiar pode refletir nos comportamentos da criança no âmbito educacional, como também, no seu desempenho escolar (SOARES, 2000).

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É importante que haja vínculos afetivos e emocionais entre a família, pois a presença participativa da família é essencial para o desenvolvimento saudável da criança nos aspectos cognitivos, afetivo, emocionais, comportamentais e sociais. Neste sentido, compreende-se que a família é considerada o primeiro agente de educação do indivíduo e tem o papel de construir vínculos afetivos e de confiança para que dessa forma haja uma potencialização na dinâmica familiar e contribua na educação dos filhos frente ao âmbito educacional (SOARES, 2000).

A Educação se constrói de maneira integral envolvendo a participação da família, da sociedade e da escola, esta última considerada o segundo agente de socialização que constrói juntamente com o educando, a aquisição e mediação de conhecimentos diante dos conteúdos das disciplinas trabalhadas em sala de aula, além das habilidades, potencialidades, aptidões a partir das ferramentas de ensino, projetos e atividades introduzidas pelo educador no contexto escolar (SOARES, 2000).

Pesquisas sempre têm destacado que, na maioria das vezes a família brasileira tem transferido a responsabilidade de educar os filhos para a escola. E se percebe uma fragilização da escola frente ao seu cumprimento de funções, uma vez que, a mesma não consegue atingir seus objetivos sem um envolvimento da família, da sociedade e dos educandos.

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Tendo em vista a ideia arcaica ainda existente de que a escola é responsável somente pela educação formal enquanto a família se responsabiliza apenas pela educação informal (SILVEIRA; WAGNER, 2009).

Trazendo algumas questões relacionadas à responsabilidade e ao papel da família, podemos ressaltar o seu papel central no desenvolvimento da criança, onde compete a família transmitir os primeiros valores, e tudo o que for referente à cultura da qual se encontram, é como se a família, à grosso modo, selecionasse ou controlasse as relações que a criança estará tendo, orientando-a para que aos poucos ela vá desenvolvendo e construindo seus próprios modos (MUNHOZ; MACIEL, 2008). No que diz respeito ao contexto escolar, a ação da família deve ser complementar a escola, pois a tarefa de educar não é cumprida quando a família se mantém afastada e não participa deste contexto relacionado à educação de seus filhos e para que haja a parceria efetiva da família com a escola, é de suma importância que os pais e as mães participem do processo educativo contribuindo dessa forma para a promoção do sucesso escolar de seus filhos (CARVALHO, 2004).

A presença dos pais no ambiente escolar é importante tanto para os alunos quanto para a escola. A reunião escolar, por exemplo, é lá que se torna possível a assistência dos pais, além de existir a possibilidade de conscientizá-los do quanto é importante seu apoio para o desenvolvimento escolar de seus filhos, e de estarem também a por dentro de seu desenvolvimento e comportamento e de como poderão auxiliá-los nas atividades propostas. Além de permitir aos pais avaliarem o ambiente escolar do qual seus filhos estão inseridos, bem como a preocupação que a escola tem para com a educação do corpo discente (CHECHIA; ANDRADE, 2005).

Dessa forma, quanto mais os pais e a escola estivem envolvidos, se tornado verdadeiros parceiros, ainda mais ambos se sentirão dispostos a colaborarem na educação escolar de seus filhos, pois quando os pais são mais participativos, há uma maior competência para o desenvolvimento de diversas habilidades por parte dos alunos.

Segundo Carvalho (2000), é comum compelir à família toda a responsabilidade para o sucesso, como pelo fracasso escolar, como nos casos em que por um lado, a mãe ou o pai realizam um acompanhamento assíduo do aprendizado de seus filhos, organizando os horários de estudo, verificando todos os dias suas tarefas e deveres, mantendo uma relação também com a professora e participando frequentemente das reuniões escolares, e por outro lado, os casos de reclamações, até mesmo de professores (as), em relação ás dificuldades de aprendizagem dos alunos e à falta de cooperação dos pais neste processo. Nunes e Vilarinho (2001) afirmam, inclusive, que as crianças que têm uma boa afinidade com suas famílias, sentem-se mais seguras, apresentando, consequentemente, um bom desempenho nas atividades escolares.

Carvalho (2000) também coloca que o sucesso escolar depende do apoio direto da família, que segundo ele, deve ser investido nos filhos a fim de compensar tanto as dificuldades individuais, quanto as deficiências escolares, pois nos casos de sucesso escolar, sempre está por trás o apoio dos pais em tempo integral. Sem contar que é na família onde as primeiras habilidades e estratégias, que futuramente poderão ser usadas no ambiente escolar, são desenvolvidas, visto que são aprendidas de modo informal na relação casual com os pais (SZYMANSKI, 2004).

No que diz respeito à colaboração da família com à escola, é importante levar em conta a adequação e estruturação de atividades correspondentes à série do aluno, sempre contando com o acompanhamento dos pais neste processo, pois “a necessidade ou não de supervisão aos filhos depende das demandas implícitas ou explícitas deles que, por sua vez, estão relacionadas a fatores como idade, independência, autonomia e desempenho como aluno”.

Dessen e Polonia (2007) também afirmam que quando há participação e predisposição dos pais, eles também se vêm como referências para os filhos, contribuindo assim, de diversas formas para se envolverem neste processo de acompanhamento, reconhecendo até mesmo quando o filho mostra a necessidade de desenvolver alguma tarefa de casa sozinho, quando é o caso, onde os pais se afastando, no intuito de colaborar, permitem a realização de tal tarefa com um nível reduzido de supervisão e auxílio, sendo que essa necessidade de trabalhar sozinho depende muito da série do aluno e das competências exigidas pela escola.

As tarefas de casa são estratégias de ensino que proporcionam a memorização e a revisão de conteúdo, reforçando e preparando para as aulas e para as atividades avaliativas, exercícios e até mesmo de atividades familiares que estarão enriquecendo o que é proposto no currículo escolar, além de estar conectando o que é visto em sala de aula com o seu dia-a-dia. Quando existe uma boa relação da família com a escola, há também uma maximização no aprendizado e desenvolvimento da criança, pois os pais e os professores estarão estimulados a discutirem, buscando estratégias em conjunto e específicas ao papel de cada um, resultando em novas opções e condições de ajuda, já que a escola deve reconhecer que a colaboração dos pais nos projetos escolares para os alunos é de suma importância, além de estar colaborando e permitindo que a família exerça o seu papel na educação, na evolução e no sucesso de seus filhos.

A participação dos pais na Educação dos Filhos no Contexto Escolar é considerada essencial, afirma Lopes:

É importante que os pais ou responsáveis pelas crianças demonstrem interesse em tudo no que diz respeito à escola do filho, para que ele perceba que estudar é algo prazeroso e indispensável para a vida. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve se proceder da maneira constante e consciente, integrando-se ao processo educacional, participando ativamente das atividades da escola. Essa interação só tem a enriquecer e facilitar o desempenho escolar da criança. (LOPES, s/d, p.4).

Indiscutivelmente, a família tem um papel predominante no aprendizado de seu filho, pois sendo a família o primeiro grupo de convivência da criança. No entanto, a família é um elemento primordial na formação desse indivíduo, cabendo à mesma, motivar e ajudar nas atividades extraclasses para o bom desempenho escolar.

A família, a comunidade e a escola devem caminhar de mãos dadas para conseguirem atingir o objetivo de transformar a criança não apenas dotadas de aptidões, mas também dotadas de sensibilidade crítica para a leitura do mundo ao seu redor e assim com o trabalho destes três agentes, o ato de educar se  permita desenvolver mecanismos de intervenção frente às demandas dos filhos a fim de um desenvolvimento saudável seja ele cognitivo social e emocional.

REFERÊNCIAS

  • MUNHOZ, S. C. D.; MACIEL, D. M. M. A. (2008). Interação família-criança: possibilidades de negociação na co-construção da escrita.
  • POLONIA, A. C.; DESSEN, M. A. (2005). Em busca de uma compreensão das relações entre família e escola. Psicologia escolar e educacional, 9(2), 303-31. SILVEIRA, L. M. O. B.; WAGNER A. (2009). Relação família-escola: práticas educativas utilizadas por pais e professores. Psicologia Escolar e Educacional, 13(2), 283-291. SOARES, J. M. Família e Escola: parceiras no processo educacional da criança. 2000.
  • SZYMANSKI, H. (2004). Práticas educativas familiares: a família como foco de atenção psicoeducacional. Revista Estudos de Psicologia, 21(2), 5-16.
  • CARVALHO, M. E. P. (2000). Relações entre família e escola e suas implicações de gênero. Cadernos de pesquisa, (110), 143-155.
  • CARVALHO, M. E. P. (2004). Modos de educação, gênero e relações escola–família. Cadernos de pesquisa, 34(121), 41-58.
  • CARVALHO, M. E. P. (2006). Escola como extensão da família ou família como extensão da escola?: O dever de casa e as relações família-escola. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação. CHECHIA, V. A.; Andrade, A. D. S. (2005). O desempenho escolar dos filhos na percepção de pais de alunos com sucesso e insucesso escolar. Estudos de Psicologia, 10(3), 431-440.
  • DESSEN, M. A.; POLONIA, A. D. C. (2007). A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia, 17(36), 21-32. FILHO, L. M. F. (2000). Para entender a relação escola-família: uma contribuição da história da educação. São Paulo em Perspectiva, 14(2), 44-50.
  • GIL, A.C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. (6ª. ed.). São Paulo: Atlas, 2011.
  • LOPES, R.C. A. A importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos. s/d.

A educação dos filhos no contexto escolar e a importância da participação dos pais

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    1. Adriana Almeida Barbosa 26 de agosto de 2018

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