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Resiliência: O aprendizado que nasce da superação


Resiliência: O aprendizado que nasce da superação –  Que sonho seria criar as crianças felizes e saudáveis, longe de tudo que lhes pudesse fazer mal. Assim, cresceriam em famílias perfeitas, que as ninariam todas as noites, para que, de manhã, pudessem aprender se divertindo umas com as outras, em amplos pátios protegidos com lindas roseiras sem espinhos. Mas, infelizmente, ocorre o oposto: a maioria das crianças do Brasil e do mundo se desenvolve exposta a contextos de riscos, privações, abusos e violências de todos os tipos.

Resiliência

Porém, algumas delas espantam especialistas com sua capacidade de resistir às adversidades, recuperar-se de traumas, e seguir o curso de um desenvolvimento pleno, e, algumas vezes, até excepcional. Esses “azarões”, muitas vezes, alimentam-se de suas histórias de vida adversas para conceber criações extraordinárias. Transformam sua dor em obras de arte capazes de tocar corações, o abandono que sofreram na capacidade de estabelecer e manter vínculos sólidos, ou a privação que lhes foi imposta em generosidade e engajamento social. Superam desafios sempre dispostos a começar de novo. O nome desse “superpoder” de colher flores da lama é Resiliência.

Resiliência: O aprendizado que nasce da superação

Resiliência, geralmente, é  definida como a capacidade de suportar e recuperar-se de um dano, retomando o estado original. Porém, é mais que isso, envolve a superação do que se era, uma reinvenção em direção ao crescimento pessoal. Implica criar um significado pessoal que nos fortaleça diante dos revezes da vida e elaborar respostas criativas à pergunta: o que vou fazer com o que fizeram de mim?

O fenômeno da resiliência, além disso, não decorre de características exclusivamente individuais. Não é algo que as pessoas carregam consigo ao nascer. Apesar de algumas características de temperamento inatas exercerem influência sobre o comportamento e a vulnerabilidade das pessoas, a resiliência, muitas vezes,  precisa de um empurrãozinho: de ao menos uma figura de apego seguro. Em meio a um mar de adversidades, encontrar ao menos uma pessoa que nos reconheça, acolha e valorize, pode ser o ingrediente que faltava para que essa reinvenção pessoal ocorra. Por isso, o sorriso de uma merendeira, o cumprimento de um porteiro ou o gesto carinhoso de um professor podem reescrever histórias.

Já que não parece possível proteger completamente a criança da exposição a riscos e danos, é fundamental criar oportunidades e condições para que sua capacidade de lidar e recuperar-se de adversidades, reinventando-se sempre, possa ser fortalecida.

Por isso, a Inteligência Relacional, por meio de sua metodologia de Educação Emocional e Social, incorpora os referenciais teóricos mais relevantes sobre esse tema, visando conscientizar educadores e toda a comunidade escolar sobre a importância que tem no papel do desenvolvimento de possibilidades de resiliência nas crianças, jovens e adultos. Um dos grandes teóricos que fundamentam a metodologia é o francês Boris Cyrulnik, que realizou um estudo sobre a capacidade de ter êxito apesar das adversidades. Acreditamos que educar para as emoções e promover o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, para transformação social e para a paz não é possível sem ensinar a estar aberto e disposto a lançar olhares desafiadores sobre as adversidades.

Fonte: Inteligência Relacional


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