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Alunos com necessidades especiais, Como Avaliar?



Uma das grandes dificuldades de muitos professores que não têm formação específica para Educação Inclusiva, é não saber como avaliar os alunos da maneira correta.
Alunos com necessidades especiais, Como Avaliar?
Uma das grandes dificuldades de muitos professores que não têm formação específica para Educação Inclusiva, é não saber como avaliar os alunos da maneira correta. 

Resumo: As discussões sobre a avaliação de alunos com necessidades educacionais especiais vêm adquirindo um destaque considerável, isto porque o ato de avaliar centra-se em atribuir notas como produto final. O objetivo deste estudo é propor uma análise crítica sobre a avaliação na perspectiva inclusiva. Metodologicamente, se utilizou a consulta de referenciais teóricos relacionados ao tema, por meio da abordagem qualitativa. Logo, observa-se que a avaliação dos alunos com deficiência deverá compreender e considerar suas singularidades no intuito de possibilitar a inclusão.

Palavras-chave: Avaliação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais. Processo de Ensino-Aprendizagem. Inclusão. 

INTRODUÇÃO: O presente estudo irá evidenciar o processo avaliativo na perspectiva da educação inclusiva. Nesse sentido, é interessante ressaltar aqui que o foco será os alunos com necessidades educacionais especiais, haja vista que se compreende que a inclusão no ambiente escolar acontece em todos os momentos do processo de ensino-aprendizagem, incluindo é claro a avaliação educativa.  Além disso, o que se observa é que o ato avaliativo não deverá ter o caráter de se restringir em atribuir nota ao aluno com deficiência, mas propor alternativas consistentes para que ele se desenvolva consideravelmente.

É coerente expressar que, o objetivo dessa discussão é analisar criticamente o processo avaliativo na perspectiva inclusiva, por meio da consulta de referenciais teóricos que, dê subsídios consistentes nas fundamentações tecidas no decorrer desse estudo. Outrossim, perante a realidade pesquisada é relevante expor que os dados coletados tiveram um caráter qualitativo, em decorrência de expressar de maneira dialética a avaliação para alunos com necessidades educacionais especiais.

Em suma, considera-se que a avaliação é um momento privilegiado, pois diante dele, alunos com ou sem deficiência irão construir significativamente conhecimentos, com plenas capacidades de desenvolver suas dimensões cognitivas, afetivas e sociais, visto que essa comunhão é muito salutar, no tocante as trocas sociais que são fundamentais para a formação da personalidade do ser humano, com perspectivas de atuar e respeitar as diferenças em meios às diversidades biológicas, sociais e culturais.

I AVALIAÇÃO NO CONTEXTO EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Atualmente, a discussão sobre a avaliação vem adquirindo paulatinamente uma concepção crítico-analítica, isto porque os resquícios de uma educação tradicional são visíveis, pelo fato do processo de ensino-aprendizagem ser centrado em aferir notas aos alunos e, ausentar-se da possibilidade de estimular suas bases cognitivas.

É notório ressaltar que, para haver uma construção consistente do conhecimento, os professores precisam observar seus alunos com propósito de realizar um perfil da turma, isto é, atribuir a esse momento uma avaliação fundamentada na sala de aula.

A sala de aula é um ambiente privilegiado dentro da escola, porque é nele que se manifesta diversas formas da aprendizagem humana. Nesse instante, os alunos com ou sem deficiência obtêm proveitos enriquecedores, pois todos irão aprender mediante as trocas sociais (VYGOSTKY apud BEYER, 2005). Desse modo, percebe-se que as concepções dos professores tenderão a se modificar em razão do contexto exigir aprimoramento no conhecimento.

Ao aprimorar o conhecimento, os educadores estarão mais abertos em adquirir uma postura direcionada à inclusão, visto que ao receber os alunos com necessidades educacionais especiais na sala de aula, sua gestão do conhecimento será transformada, pelo fato de compreender, observar e estimular as potencialidades destes. De certo, para que isso ocorra de forma natural, os docentes precisam avaliar os alunos fundamentados em um planejamento educativo consistente, com possibilidades não somente em mensurar a qualidade da aprendizagem, através das constantes avaliações educacionais, mas sim, ressaltar o conhecimento que é e será construído coletivamente.

Tais conhecimentos carecem estar centrados na perspectiva da educação inclusiva. Todavia, o que se percebe é a exaltação do paradigma clínico-médico, no que diz respeito em reduzir o aluno à sua própria deficiência. Ou seja, segundo Beyer (2005), mediante a esse paradigma, o professor é descrente das potencialidades do aluno, em face de abster-se em promover um processo de ensino-aprendizagem com probabilidades de superação de suas dificuldades.

Perante esse contexto, o processo avaliativo deverá acontecer primeiramente por meio de uma avaliação diagnóstica. Com essa característica, a avaliação esclarecerá os aspectos cognitivos, afetivos e sociais do aluno com deficiência, fazendo com que o educador detenha de oportunidades significativas para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem de maneira satisfatória.

Além das concepções evidenciadas, considera-se que para a avaliação diagnóstica acontecer expressivamente, é necessário que haja as adaptações curriculares de pequeno e grande porte no ambiente escolar (BRASIL, 1999). A primeira é cabível ao professor, isto é, é de responsabilidade do educador – planejamento, metodologia, organização da prática pedagógica. Já a segunda, dependem das decisões técnico-político-administrativas, extrapolando as funções do educador. Assim sendo, observa-se que para as adaptações ocorrerem é necessário que elas sejam expostas no projeto pedagógico da escola, para que as práticas avaliativas sejam concretizadas considerando as características individuais dos alunos com deficiência.

Dessa maneira, os educadores urgentemente precisam reavaliar o processo de avaliação, transpor de um processo que se limite em atribuir notas, cujos padrões são uniformes e conservadores, para outro com a prerrogativa que seja a inclusão de alunos com ou sem deficiência não só no momento da avaliação, mas nas mais variadas situações de ensino e aprendizagem, através de procedimentos com características contínuas e qualitativas.

Logo, o processo avaliativo precisa respeitar as particularidades do aluno, seus déficits e limitações, mas com perspectivas na aquisição e aperfeiçoamento de habilidades inerentes ao desenvolvimento das dimensões metacognitivas (RELVAS, 2008). Além disso, é interessante observar que a mediação do professor nesse momento, referente à adaptação curricular adequada terá como objetivo a aprendizagem significativa para o aluno com deficiência (AUSUBEL apud LACOMY, 2008).

Diante dessa premissa, a avaliação pretende priorizar o desenvolvimento integral do aluno, no que tange a considerar seu contexto sócio-histórico, ofertando possibilidades para que o aluno com necessidades educacionais especiais exerça plenamente sua cidadania. Além disso, a avaliação educacional tem que colaborar para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em vista da promoção de práxis pedagógicas estruturadas funcionais, isto é, o instante pede uma ação avaliativa que dê condições para que este adquira e desenvolva sua autonomia social.

Para tanto, o educador necessita observar as estratégias pedagógicas utilizadas na avaliação por ele, verificando os avanços e recuos, com propósito de elaborar hipóteses consistentes, como também de aprimorar sua ação em sala de aula para que alunos com ou sem deficiência construam e socializem o conhecimento de modo significativo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com as considerações enfatizadas no decorrer deste estudo, observa-se que o processo avaliativo para alunos com deficiência ainda precisa ser amplamente discutido no cenário educacional, pois se percebe que os professores sentem-se angustiados ao propor à avaliação a estes educandos. É interessante evidenciar que a avaliação não se restringi em aferir notas, mas ofertar possibilidades consistentes para que os alunos independente de suas condições biológicas se desenvolvam de acordo com suas possibilidades.

A escola dentro deste contexto precisa fomentar essa discussão, em face de estar aberta para atender a diversidade estudantil de maneira igualitária e com qualidade. Realizar ciência com eficiência é propor ao processo educativo que novas posturas sejam incorporadas e possivelmente venham transformar às ações pedagógicas expressivamente, com propósito de se exercitar consideravelmente a educação inclusiva, capaz de analisar o aluno em sua plenitude, como ser pertencente daquela realidade.

É de extrema importância, oferecer aos alunos com ou sem deficiência uma convivência salutar para construírem em comunhão o conhecimento, visto que o processo avaliativo deverá ocorrer em todo momento de ensino-aprendizagem, pois neste observa-se que as trocas sociais são imprescindíveis, para o desenvolvimento das potencialidades das dimensões cognitivas, afetivas e sociais dos alunos com ou sem deficiência.

Em suma, a avaliação da aprendizagem para alunos com deficiência deve ser encarada como um momento privilegiado que desperte no educador em adquirir novos métodos de realizar sua prática pedagógica, isto é, compreender as singularidades desses educandos, considerando as habilidades existentes que poderão ser aperfeiçoadas, bem como as que serão desenvolvidas objetivando o estímulo e a construção de bases conceituais significativas.

REFERÊNCIAS

BEYER, Hugo Otto. Avaliação e inclusão na escola: de alunos com necessidades educacionais especiais. Porto Alegre: Mediação, 2005.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais – Adaptações Curriculares: estratégias para educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília: MEC/SEESP,1999.
LACOMY, Ana Maria. Teorias cognitivas da aprendizagem. 2. ed. e rev. Curitiba: Ibpex, 2008.
RELVAS, Marta Pires. Fundamentos biológicos da educação: despertando inteligências e afetividades no processo de aprendizagem. 3. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008.
Para publicação: ALMEIDA JÚNIOR, C. B. A avaliação de alunos com necessidades educacionais especiais: algumas considerações. Revista P@rtes (On Line). 2014.


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