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Brincar sem Muros - Dia do Brincar



O projeto pedagógico Rio, juntos somos mais artes do EDI Monsenhor Cordioli oportunizou as crianças experiências sensoriais, motoras, físicas e emotivas ao celebrar o “dia do brincar sem muros” no dia 27 de setembro contemplando algumas das deficiências abordadas nos jogos paralímpicos na Cidade Maravilhosa.
Crianças brincando com a caixa de sentidos utilizando o tato.
“O brincar é o principal modo de expressão da infância. É uma linguagem, por excelência, para a criança aprender, se desenvolver, explorar o mundo, ampliar a percepção sobre ele e sobre si mesma, organizar seu pensamento, trabalhar suas emoções, sua capacidade de iniciativa e de criar e se apropriar da cultura.” OCEI, 2010, p.17)
As crianças do EDI Monsenhor Cordioli puderam (re)significar e apropriar-se da comunicação do brincar com o mundo e a cultura, utilizando a linguagem do corpo e movimento a partir dos jogos Paralímpicos, interagiram com músicas, cantigas de roda, jogos e brincadeiras folclóricos e puderam perceber os valores que os jogos propiciam com suas regras.

A Base Nacional Comum Curricular aponta que é importante para a criança “brincar com parlendas, trava-linguas, adivinhas, textos de memória, rodas, brincadeiras cantadas e jogos, ampliando o repertório das manifestações culturais da tradição local e de outras culturas, enriquecendo a linguagem oral, corporal, musical, dramática, escrita, dentre outras.” (BNCC, 2016, p.74).
Com isso, vivenciando a temática proposta para o semestre ‘Rio, em Poema, Verso e Prosa’ as brincadeiras do dia do brincar contemplaram deficiência do membro superior (sem o uso do braço) com dança da laranja, corrida de canudinho na boca jogando o canudo em algum pote/caixa ou cesto.

Brincar sem Muros - Dia do Brincar
Considerando a deficiência do membro superior (sem o uso das pernas) brincar de “meus pintinhos venham cá”, jogos com peteca e bola num cesto/caixa ambos sentado, serra-serra-dor. Deficiência da visão: brincadeira de cabra-cega; caixa de sentido adivinhando o que tem dentro da caixa; adivinhar (perceber) cheiros e sabores; deficiência da fala e audição: brincadeira de mímica, representar com gestos as músicas ‘Boneca de lata’, ‘Cabeça, ombro, joelho e pé’.
     Uso de mímica e brincando de cabra cega.
Brincadeiras de bola na colher e dança da laranja.
Fez-se uso da história “O menino que escrevia com os pés” de Carina Alves e a partir dessa as crianças experimentaram escrever, desenhar e pintar com os pés e no momento em que realizam a atividade dizia que era muito difícil não escrever com as mãos.
Atividades de pintura após leitura do livro O menino que escrevia com os pés,
Foi um dia em que a brincadeira foi associada à apropriação de conhecimentos diversos, e houve uma prazerosa participação de crianças, educadores e funcionários.Todas as atividades realizadas no EDI Monsenhor Cordioli foram muito proveitosas. Os pequenos atletas puderam perceber por meio do lúdico que é possível agir e se mover apesar das diferenças e deficiências.
                                                                                             Informações enviadas pela professora articuladora Apolônia Regina Ferreira.
Parabéns à todos os envolvidos pelo trabalho realizado!
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