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6 maneiras para ajudar seu filho a ler e escrever



6 maneiras para ajudar seu filho a ler e escrever
Essa é para pais de crianças em fase de alfabetização. Se o seu filho está com dificuldades na escola e você anda se perguntando “por que meu filho ainda não sabe ler e escrever?”, está na hora de parar para pensar e realmente ajudar seu filho nesse processo, sem pressioná-lo.

Ansiedade dos pais
O que acontece com muitos pais é que a ansiedade em poder afirmar que seu filho já lê de tudo, pode, na verdade, atrapalhar na alfabetização. Apesar de já saber que cada criança tem seu ritmo no processo de aprender a ler e a escrever e que o interesse por esse universo varia para cada um, a angústia de que essa etapa será alcançada pelo seu filho sem sofrimento é quase inevitável, justamente pelo fato de a alfabetização ser um marco no processo da educação de toda criança.
No entanto, é importante ter atenção dobrada para que sua ansiedade não atrapalhe seu filho. Fatima Gola, psicóloga especialista em psicopedagogia, afirma que essa ansiedade acaba acontecendo porque há uma formalização do ensino e metas objetivas são traçadas para um determinado período escolar – a própria escola põe um limite.
O efeito negativo acontece quando “os pais atropelam o processo que a escola escolheu para alfabetizar e começam a duvidar dele, fazendo com que a criança, de alguma maneira, perceba essa desconfiança”. Por outro lado, essa ansiedade se torna positiva quando há a “valorização da criança pelos pais ao acreditarem que ela é totalmente capaz de chegar lá”. Ou seja, muito desse processo todo depende da reação dos pais. Então é importante prestar atenção ao modo como você lida com isso.
Existem várias maneiras de você fazer aflorar no seu filho o desejo de aprender a ler e a escrever de uma forma leve e prazerosa. Veja abaixo 6 dicas para ajudar as crianças a terem mais interesse pela língua escrita:
1. Evite demonstrar ansiedade
Não exagere nas perguntas na saída da escola. Mesmo que seu filho responda ao seu interrogatório sobre o que fez durante a manhã ou tarde com um “nada” ou apenas com uma “aula de Educação Física”, não reaja com indignação, pois é claro que isso não foi o resumo das 5 horas que passou na escola, mas é o que ele pode ou quer compartilhar com você. Com certeza, ele participou de atividades voltadas para a alfabetização. Lembre-se de que a rotina diária e semanal organizada pela escola engloba tipos de atividades e áreas de conhecimento de acordo com a carga horária estabelecida pelo plano de ensino!
2. Estimule sem forçar
Evidenciar as funções da escrita no dia a dia é uma ótima estratégia para aproximar seu filho desse universo. Regina Clara, pesquisadora do CENPEC, sugere, por exemplo, fazer uma lista de compras em conjunto, organizar uma tabela com as atividades extraescolares ou deixar um bilhetinho para que seu filho leia ao acordar, ressaltando que essas atividades dão a oportunidade para crianças se interessarem por esse processo. Entretanto, Regina também alerta para que isso não se transforme em obrigações diárias e que não haja um excesso de informações. “É importante entender o que seu filho está perguntando e responder a isso!”
3. Seja você o modelo de leitor
Faça suas leituras na frente do seu filho, demonstrando o quanto você gosta e aproveita esse momento. Comente fatos e acontecimentos trazidos pelos jornais e revistas, informe as datas e os horários dos jogos do time de futebol e mostre fotos de lançamentos de um filme que ele vem esperando.
4. Não faça comparações
“O fulano já está lendo um livro sozinho”. Um comentário como este pode gerar um grande incômodo e nada ajudará o processo de alfabetização de seu filho. Ele passará a se sentir diminuído frente ao amigo e talvez comece até a invejá-lo. Uma das causas comuns da resistência de algumas crianças a se lançarem integralmente ao desafio de aprender a ler e escrever é decorrente de uma exigência antecipada e exagerada que se estabeleceu hoje. Não esqueça de que toda a criança é capaz de aprender a ler e escrever, mas grande parte desse processo é o trabalho dela, por isso precisa estar pronta e vivendo uma condição favorável para que esse aprendizado aconteça.
5. Converse com o professor ou orientador
Antes de chegar a conclusões precipitadas sobre o a relação que seu filho está desenvolvendo com a língua escrita, marque uma conversa com o professor ou com o orientador. Só um deles poderá esclarecer as questões e medos que estão te incomodando. Fatima Gola, lembrando Perrenoud, sociólogo suíço, explica que “o fato de ter sido aluno um dia, não autoriza ninguém a dar diagnósticos na área da Educação”. Quem está autorizado a isso são os profissionais da escola que estão capacitados e tem a função de analisar o que seu filho precisa no momento. Você perceberá como de fato cada criança se desenvolve em seu ritmo e se há motivo real para preocupações.
6. Seja parceiro de seu filho nesse processo
Mostre a ele que você está ao seu lado e que vocês estão juntos nesse trajeto. Ajude-o quando solicitar, valorize cada passo alcançado e vibre com suas conquistas. Isso tornará esse processo menos solitário para seu filho e ele perceberá que tem o seu apoio.
Esse processo de alfabetização é super importante para a vida de seu filho, e, com a sua ajuda, será muito mais fácil e prazeroso.
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