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Dicas para uma boa INTERPRETAÇÃO de texto



Uma boa interpretação de texto é importante para o desenvolvimento pessoal e profissional, por isso elaboramos algumas dicas preciosas para auxiliar você nos seus estudos.

O analfabetismo funcional é um problema recorrente que acomete milhares de leitores 
O analfabetismo funcional é um problema recorrente que acomete milhares de leitores

Você tem dificuldades para interpretar um texto? Se a sua resposta for sim, não se desespere, você não é o único a sofrer com esse problema que afeta muitos leitores.
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes que não foram observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!

nterpretação textual... Eis que nos deparamos com um assunto cuja relevância é indiscutível, dada a habilidade da qual devemos dispor uma vez imersos na condição de interlocutores. A começar pelo substantivo “interpretação”, oriundo do verbo interpretar, ou seja, analisar, compreender. Sim, compreender todo e qualquer discurso levando em consideração a essência, a ideia principal, ora traduzida por meio das palavras.

Por certo, tal tradução se efetivará se essas palavras não representarem para você apenas mais um emaranhado de ideias, incompreensíveis, obscuras, ofuscadas, enfim, não interpretáveis. Nesse sentido, torna-se necessário que antes de tudo você compreenda que toda linguagem, seja ela qual for, possui uma finalidade, um objetivo a cumprir. Ou seja, aquilo que o emissor se dispôs a elaborar não foi por acaso, pois ele realmente deseja obter a compreensão acerca daquilo que profere. Assim, o que pretende um humorista ao proferir uma anedota, um repórter ao produzir uma notícia, um anunciante ao deixar à mostra um panfleto, um fabricante ao elaborar um manual de instruções, um escritor ao produzir uma obra literária? Em todas essas circunstâncias se faz nítida a finalidade discursiva impressa na mensagem. 

Em face dessa realidade, diante de um texto você pode começar observando o título, uma vez que esse começo pode revelar grandes pistas acerca do assunto retratado. Em seguida, a ideia principal pode estar representada já no primeiro parágrafo. Para detectá-la, não somente nesse primeiro parágrafo, mas também nos seguintes, é necessário identificar a ideia-síntese de cada um deles, sobretudo checando as palavras-chave. Assim procedendo, torna-se bem mais fácil fazer a conexão existente em cada uma dessas partes, assim mesmo, todas entrelaçadas e justapostas entre si, formando um todo lógico e coerente. 

Outros aspectos, não menos importantes, dizem respeito aos conhecimentos relacionados aos fatos linguísticos e ao conhecimento de mundo, ou seja, as inferências que devem ser feitas diante de uma determinada expressão, de um determinado fato citado.
Um simples sinal de pontuação, como é o caso do uso de uma vírgula, pode ser decisivo para explicar o que pretende o emissor, dado o fato de tal recurso ser, muitas vezes, uma questão de estilo, de efeito a ser obtido e, sobretudo, decifrado. Também podem ser mencionados os demais sinais, as conjunções (sobretudo as adversativas), as relações de significado existente entre as palavras, enfim, muitos são os aspectos que prevalecem nesse momento.
E as inferências, qual o atributo a elas dado? Saiba que, não raras as vezes, o discurso não se mostra assim, tão às claras, isto é, por trás dele há uma intertextualidade, uma alusão, há outro aspecto que exige uma habilidade necessária para fazer determinadas “conexões”, digamos assim, entre as ideias abordas no discurso – aspecto esse que somente se torna materializado mediante o conhecimento de mundo, da realidade que nos cerca, dos quais devemos sempre dispor.

Com base em todos os pressupostos aqui elencados, gostaríamos ainda de fazer uma ratificação, com vistas a conscientizá-lo (a) acerca de uma realidade inquestionável: toda palavra, seja ela qual for, não se concebe como vã, sem significado, haja vista que possui um sentido, cabendo a você, em especial, decifrá-la em toda a sua essência.

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